Há um novo tempo no velho esquema a ser vivido: carinho, afeto, família, libido!
Não pode ser esquecido o que não tem memória na história dos sonhos.
Fábulas, lembranças, emoções virtuais; a falta que nos faz... ser criança!
Tudo é igual e os eventos repetem-se. O homem parece caminhar a esmo.
No entando, nada é o mesmo e as criaturas conformam-se sob a mão do destino.
Via Láctea!
Não existem caminhos na Terra que não tenham sido traçados nos céus.
Desconfie quando seu grito não produzir eco.
É lógico que seu elo com a vida foi rompido.
Remova todo entulho dos seus desejos, quereres e saberes presumidos.
É no vazio da plenitude que o possível realiza-se!
Exponha-se à nudez de sua fé.
A energia propaga-se na porosidade dos corpos.
Abdique de todo controle e abandone-se diante do espírito.
O amor encontra-se invariavelmente além e aquém da vontade individual.
É um feito monumental e simultâneo: síntese da totalidade do ser universal.
Terra e água!
O menino cósmico dança no ventre da abóboda celeste.
O parto das estrelas repete-se na explosão do eterno
presente.
A centelha imortal que habita no coração da existência, é a
semente fecunda da beleza e da arte. E eu permaneço aqui e aqui, meditando
minha parte. Como oleiro, amassando barro, alisando essências, criando formas:
tocando o imponderável, consentindo o inviável, intuindo o sem sentido...
Absurdamente vivo, apesar de toda ciência!
Fogo e ar!
O vaso depurado queima, no forno da consciência.
E o que virá depois, quando o tempo sucumbir na infinitude
do espaço?
Quando, na ausência da forma, a Divina Presença despedaçar os
vasos e triturar os cacos e desatar os laços e desfazer os nós e revelar-se
simplesmente?
O que será que virá?
Só poderá ser o que nunca deixou de ser o que é:
Vida... Mais vida. Sempre vida. Eternamente vida.
Girassol
*******
(1978)
Nada demais
Só o direito a vida!
A natureza, a liberdade,
e cultivar a paz,
resistir!
Livre de preconceitos posso criar
Primaveras primas.
Correndo à mata, à flora, à fauna,
amigos
Há prata na lua. Ouro no sol.
Na vida nua. No girassol.
Nada demais
Só o respeito a Terra
Às criaturas... à divindade...
E realizar o amor:
Repartir!
Livre de ressentimentos
Posso viver
Primaveras puras.
Correndo a mata... à flora... à fauna...
Amigos.
Há prata na lua. Ouro no sol.
Na vida nua. No girassol.
Nada demais. Só o direito. A vida.
A natureza. A liberdade.
E encontrar a paz
Existir!
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